12.11.12

Paris em Cena


                         

Essa matéria sobre Paris foi uma delícia de fazer. Conheci lugares bacanas, descolados, sofisticados. E sabe o quê? Depois de tudo eu sempre penso: onde quer que estejamos no mundo, o que importa são as pessoas!

13.8.09

Dançando com a Morte

_/I\_

Para mim o medo da morte é quase inexistente. Eu gostaria de convidá-la para dançar. E que ela pudesse me contar em segredo, sussurrando baixinho, tudo sobre o lado de lá ... E se ela tiver a cara do Brad Pitt (como naquele filme de hollywood), melhor ainda. Para mim, o único medo de morrer é associado a eu não ter respondido às questões da forma certa, no tempo certo... Não é irônico? Na prova da Professora Morte, o material de estudo é o Livro da Vida.

12.8.09

Enigma



Travessia. É com essa palavra que Guimarães Rosa finaliza sua obra-prima Grande Sertão:Veredas. Se todos sabemos que as respostas e o sentido estão no caminho, então não há enigma. Mas se nos apequenamos diante do Sertão da nossa existência, o quebra-cabeça só se agiganta. Sim, "viver é muito perigoso"...

10.8.09

La Sereníssima


La Sereníssima é a alcunha de Veneza, a cidade onde o povo anda sobre as águas mesmo antes de atingir a iluminação. Eu ouvi dizer que esse nome guarda uma certa ironia, já que foi apenas uma das formas de cutucar a vizinha Gênova, que se auto-intulava La Superba. Vejo no apelido veneziano algo como: "Olha, se vocês estão se achando, tudo bem...nós não...nossos egos estão numa boa aqui na nossa fantástica cidade". Bem, nunca se sabe o que vai atrás das máscaras... Mas nesse caso, a verdade é que, mesmo com 4 ratos para cada habitante, ela é mesmo linda, e suas máscaras também, pois mais uma vez ironizam da serenidade e causam um desconforto misterioso... um desejo de nem sei bem o quê. Olhos negros, fundos, cavados, transbordando convites secretos...

13.7.09

Pior cego é aquele que realmente não vê



Eu sou míope. E fora os 6 graus, tenho um filtro óptico poliânico que enxerga tudo puxado para os tons rosa... sei lá, fica difícil ver a dor como possível.

30.6.09

Dois Irmãos



Vou falar de relações fraternas. Uma é de sangue, verdadeira testemunha ocular de minha existência. Meu irmão companheiro, sempre ao meu lado, mesmo que separado por um mar, seja de água ou de terra. Nessa viagem, escolhemos ir a quatro mãos, pois tanto emprestei como agradeci as dele. Entrelaçados no ir e vir, demo-nos as mãos e nos mantivemos sãos. Já minha irmã, não compartilhou comigo o título de filha, mas foi escolhida em um mercado persa. “Quero comprar daquela ali”, eu disse. Queria para mim seus sonhos e seu jeito, suas lágrimas e imensos sorrisos, as especiarias de suas rotas internas. Aceitando a irmandade, minha princesa árabe me emprestou título de nobreza, é comerciante nata e me ensinou a negociar com meus próprios sentimentos.

24.6.09

Anel de Ágata

Comprei um anel com a pedra que tem o nome da minha vó. Ágata. Não a conheci, nos desencontramos dessa existência, mas meu anel de pedra certamente foi seu contemporâneo. Porque é matéria de centenas de milhares de anos. Fez-se ágata enquanto centenas de milhares de avós nasciam e viviam inconscientes de qualquer existência mineral. Podemos dizer que meu anel nasceu da pedra. O parto foi desincrustrar-se em busca de lapidação. Meu anel foi herança da minha avó sem nem ela saber. Não vale milhares de dólares, mas milhares de anos.