Os sinos de Neruda avisam quem vem lá.
Em sua linguagem Mandarim, tão complexa, tão China,
eles se dobram para tentar descrever.
Mas nada. Do mar, só o nada.
As línguas metálicas que batem nas bordas da boca
são bolas de canhão.
As sinuosidades são como sereias.
Só quem pode, ou intui, entende.
Na Casa de Neruda a sorte está lançada.
Um escritor há, ou não, de descobrir sua sina.
7.1.14
13.6.13
O Disfarce do Rei
O sol, assim protegido por neblina, lambe sorvete devagar, conversa com a pele sem colorir, finge que é povo no meio da estrada.
12.6.13
Useless
Escrevi um conto novo e fiquei perguntando para o que ele serve. Para nada. Em tempos de usabilidade, otimização e proatividade é muito relaxante pensar que pelo menos alguma coisa não tem serventia. :)
6.6.13
A grandeza está nos detalhes
Está sendo bacana escrever um roteiro sobre a cidade de Santana do Parnaíba. Com a pesquisa, descobri que a cidade tem um história rica e que foi um ponto estratégico para os Bandeirantes. Nas festas populares, como as de Corpus Christi, ocorrem manifestações artísticas como essas aí de cima: as ruas repletas de desenhos em serragem colorida. A gente deveria valorizar mais cada uma dessas coisas, só assim o Brasil seria um país ciente de sua grandeza. Um país com auto-estima!
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